ACOMPANHE📺

TRE afasta servidor envolvido em esquema que movimentou R$ 15 mi

Envolvido em uma organização criminosa especializada em aplicar fraudes no benefício social auxílio emergencial e em precatórios judiciais, o servidor público efetivo do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Ailton Lopes dos Santos Júnior, foi afastado do cargo até que a operação “ET CATERVA”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (31.03), em Mato Grosso e outros 12 estados brasileiros, possa ser esclarecida. A informação foi confirmada, por nota, pela assessoria do TRE-MT.

Na nota, o TRE afirmou que está prestando total apoio a Polícia Federal no cumprimento de mandado nas dependências da Instituição e que, inclusive, equipamentos e documentos foram apreendidos. Disse ainda que “permanecerá à disposição para auxiliá-los com a entrega de novos documentos, informações, esclarecimentos ou qualquer outra medida que seja necessária para a eficácia da investigação e elucidação dos fatos”.

Além de Airton, outro servidor efetivo do Tribunal Eleitoral também é alvo da operação, no entanto, o suspeito pediu transferência para o órgão do Ceará e, portanto, decidiu não se manifestar a respeito dele.

Por fim, o TRE Mato Grosso ainda lamentou ter um servidor envolvido em prática ilícita e afirmou que isso “nunca antes aconteceu na instituição”.

“A Instituição sempre defendeu e exigiu que seus servidores tenham conduta compatível, não somente com a moralidade administrativa/funcional, mas também, com a moralidade social em sua vida particular, portanto, fará de tudo para garantir que esses princípios éticos sejam respeitados em nossa sociedade”, diz trecho da nota.

Assine nosso boletim de Noticias

A OPERAÇÃO 

A operação ET CATERVA foi deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (31.03) e visa desarticular uma organização criminosa especializada em aplicar fraudes no benefício social auxílio emergencial e em precatórios judiciais.

As fraudes tinham como foco o recebimento indevido de precatórios judiciais que eram destinados a terceiros envolvidos no esquema a organização criminosa conseguiu movimentar de forma ilegal mais de R$ 13 milhões em precatórios judiciais, além de mais de R$ 2, 7 milhões em tentativas de saques em várias regiões do país.

Capital Noticia

Notícias relacionadas