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Sindicalistas ameaçam greve e marcam assembleia sobre volta às aulas

Mesmo com apelo do Ministério da Educação e a determinação do governo estadual para o retorno das aulas presenciais, os profissionais do ensino público de Mato Grosso se mostram resistentes em voltar para as escolas. Para decidir se acata a solicitação de retorno ou anunciam greve, uma assembleia-geral ocorre nesta segunda-feira (2).

Em Mato Grosso, por conta da pandemia da covid-19, as aulas presenciais foram suspensas em 23 de maio de 2020 e, até o momento, ainda não retornaram para a rede estadual. Com base nos dados da pandemia e no avanço da vacinação, o Estado agendou para 3 de agosto a volta das crianças às salas de aula.

Para isso, deverão ser seguidos critérios rígidos de biossegurança.

Ocorre que, na visão do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), não há garantias de segurança dos profissionais nesse retorno às salas. Eles citam o calendário incompleto de imunização contra a covid-19 (uma vez que a imunização depende das duas doses, acrescidas de 15 dias para incubação), bem como a preparação do ambiente escolar.

 

“Gostaríamos que nossas escolas tivessem uma excelente estrutura física, tecnológica e que fossem equipadas como as escolas particulares que foram citadas por Mauro Mendes, mas nós, que realmente vivenciamos a escola pública no dia a dia, lidamos com um cenário bem diferente, com unidades sem reforma, sem ventilação adequada, algumas nem banheiro tem”, disse o presidente do Sintep, Valdeir Pereira, na última semana.

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A ponderação do servidor foi feita depois que o Governo de Mato Grosso confirmou a previsão de retorno das atividades presenciais para o dia 3 de agosto. De acordo com o governo, as escolas devem limitar o acesso a 50% dos estudantes, e fazer grupos para um “rodízio” de alunos. Além disso, não haverá intervalo fora das salas de aula.

A decisão estadual considerou não apenas o apelo do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que ponderou que “o Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impacto negativo nestas e nas futuras gerações”, como também na decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que entendeu que o estado não é obrigado a esperar todos os profissionais estarem vacinados para o retorno presencial.

 

Por sua vez, o pedido de aguardar a vacinação, além de ser a pauta do Sintep, foi feito também pela Assembleia Legislativa, que aprovou a condicionante em lei e, depois de ter o trecho barrado pelo governador, derrubou o veto.

Apesar das inseguranças, o Estado garante que há condições favoráveis para o retorno dos alunos, e que medidas foram determinadas, como a limitação a 50% dos estudantes nas escolas e a separação de grupos para um “rodízio” de alunos. Além disso, não haverá intervalo fora das salas de aula.

O Estado também destacou que, segundo o monitoramento da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o ensino à distância tem sido ineficiente e contribuído para o aumento do abandono escolar. Ainda assim, uma resposta da categoria deve ser repassada apenas na véspera da volta às aulas.

Reporte MT

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