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Produção recorde de etanol em MT pode não fazer diferença nas bombas

Mato Grosso tem uma expectativa de ter uma produção recorde de etanol na safra 2022/2023. Conforme estimativas do Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (Sindalcool-MT), o estado deve gerar um total de 4,6 bilhões de litros do combustível.

Para se ter ideia, a safra de 2020/2021 foi de 3,3 bilhões. A expectativa é de um aumento de 39%.

Mas quem espera uma queda no preço do etanol nos postos de combustíveis não deve ficar muito animado. Conforme a diretora executiva do Sindalcool, Lhais Sparvoli, o aumento na produção pode até diminuir o preço do etanol, mas não é o único fator.

“O preço do etanol está atrelado à gasolina. E nós tivemos no ano passado uma alta no preço do barril, no preço do dólar também. Agora nós temos o aumento da demanda, com a população saindo no pós-pandemia. Não tem como falar em baixa nos combustíveis”, explica.

Conforme Lhais, Mato Grosso tem uma das menores paridades no preço entre a gasolina e o etanol em todo o Brasil. “Temos a oferta excedente do etanol, já que somos um dos maiores produtores do combustível”.

“O aumento da produção ajuda. Se Mato Grosso continuasse produzindo somente os 1,8 bilhão de litros de etanol que foram produzidos na safra de 2018, hoje o preço do combustível estaria bem mais caro”, afirma.

A diretora executiva do Sindalcool também afirma que a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também não impacta no preço final para o consumidor. “Calculamos algumas estimativas e a gente não acredita que deve impactar muito no preço final, pois o preço na bomba é oferta e demanda”.

RepórterMT

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