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Prejuízos com a seca já ultrapassam os R$ 45 bi

A agricultura é uma atividade cujos resultados estão fortemente atrelados às variáveis climáticas. Embora algumas delas sejam passíveis de manejo pela utilização de tecnologias adequadas, muitas delas são incontornáveis quando os sistemas alternativos de manejo se esgotam, seja pela limitação tecnológica, seja pela restrição dos recursos naturais como a água, por exemplo.

Um relatório divulgadona última sexta-feira (14.01) pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, estima um prejuízo inicial de R$ 25,6 bilhões na safra de grãos do Paraná em 2021/22.  No Mato Grosso do Sul, apenas a quebra na soja já custou R$ 1,6 bilhão, mas o cenário pode se agravar.

No Rio Grande do Sul, a FecoAgro (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul) informou, que calcula, até o momento, um prejuízo de pelo menos R$ 19, 77 bilhões, sendo: soja – R$ 14,36 bilhões milho – R$ 5,41 bilhões No mesmo dia, a Emater-RS (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) divulgou um boletim atualizado sobre os impactos da estiagem sobre as produções agropecuárias gaúchas.  Segundo o documento até agora foram atingidos os cultivos de cerca de 115 mil produtores de grãos (soja, milho e feijão) e cerca de 23,5 mil produtores de leite.

A seca que atinge os estados do Sul também afeta países do Cone Sul da América, causando um desastre de bilhões de dólares. Os prejuízos na agricultura da Argentina, Uruguai, Paraguai e sul do Brasil podem se agravar pela continuidade da seca até o fim do verão.

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