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Número de escolas estaduais com casos de Covid-19 aumenta 127% em MT após retorno das aulas presenciais

Após um mês do retorno das aulas presenciais no modelo hibrido, na rede estadual de Mato Grosso, o número de escolas que registraram casos de Covid-19 aumentou 127%. Os dados foram divulgados pelo Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep).

G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação e aguarda um posicionamento.

De acordo com o levantamento, na semana do dia 3 de agosto, quando as aulas no sistema híbrido começaram na rede estadual, 79 escolas, das 758 existentes, registraram casos de Covid-19, o equivalente a 10% das escolas.

Em uma delas, em Tangará da Serra, nove pessoas testaram positivo.

Após um mês do retorno das aulas presenciais, esse número subiu para 180 escolas estaduais, o equivalente a 23% da rede. O número representa um aumento de 127%.

Segundo o Sintep, o afrouxamento das medidas de combate a Covid-19, somado ao aumento da circulação de pessoas no ambiente escolar tem tornado recorrentes as notificações que levam a suspensão de atividades e o abre e fecha de salas de aula.

No município de Rosário Oeste, a 133 km da capital, 20 dias após o início das aulas presenciais, seis escolas, entre elas algumas municipais, tiveram as aulas e turmas suspensas devido ao contágio da Covid-19.

Em Sorriso, no norte do estado, uma escola municipal registrou 13 pessoas contaminadas. O número de afastamentos de turmas está numa crescente em Mato Grosso, segundo o sindicato.

O Sintep afirma também que vem recebendo denúncias diariamente. As mais comuns destacam o descumprimento de protocolos de segurança, como testagem, suspensão de turmas que tiveram contato com a pessoa positivada, e ainda mais grave, a suspensão de aulas sem comunicar aos pais o motivo ou orientar a testagem.

Segundo a secretária adjunta de Políticas Educacionais do Sintep, Maria Luiza Zanirato, essa displicência com os protocolos de biossegurança tem a ver com a imunização cada dia maior dos adultos, o que imprime uma falsa segurança.

No entanto, ela reitera que a vacinação protege contra as formas mais graves, mas não impede a transmissão e o aumento de contágio entre os jovens e crianças que ainda não estão vacinados e ao enfrentamento de novas variantes, e que por isso, os alunos devem continuar tomando todos os cuidados.

G1

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