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‘MPE faz igual polícia que atira primeiro e pergunta depois’, critica Mendes

O governador Mauro Mendes (DEM) – Foto: Christiano Antonucci | Secom-MT

O governador Mauro Mendes (DEM) causou polêmica em duas instituições na manhã desta segunda-feira (22), durante uma entrevista. Ele afirmou que o Ministério Público do Estado (MPE) trabalha igual à “policia que atira primeiro e pergunta depois”, em relação à fiscalização de possíveis superfaturamentos em compras do Estado e municípios.

“O Ministério Público tem que agir com seriedade, como tenho certeza que é sério. Se tem dúvidas, vai lá e pergunta pro gestor, pede esclarecimento, antes e fazer aquela coisa espetaculosa como algumas vezes já vimos isso acontecendo. Como se fosse a polícia, atira primeiro e pergunta depois. Não pode”, disse o governador em entrevista à rádio Capital.

No entanto, Mendes diz que não tem preocupação em possíveis investigações contra a sua gestão por ter a consciência tranquila de que vem fazendo a coisa certa. O governo lembrou que vários gestores estão temerosos em realizar compras neste período de pandemia por conta da elevação dos preços de medicamentos e insumos de saúde, após o aumento da demanda de estados e municípios.

“Aí os preços subiram, virou uma confusão, preços caros, os gestores públicos ficaram com medo de comprar. Porque o preço que era R$ 10 e subiu pra R$ 30. E como é que você faz? Se compra daqui a pouco está o Ministério Público dizendo que houve confusões. Então a gente passa por um momento muito delicado”, argumentou.

O governador disse que conseguiu resolver o problema de estoque do Estado após uma conversa com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello em Brasília. Após a reunião, Mendes conseguiu realizar a compra com preços razoáveis diretamente de laboratórios, e agora o Estado já tem estoque para até 60 dias, e não mais de 10 dias como ocorreu no início de julho.

“Um exemplo, esses testes rápidos, que compramos 400 mil. Compramos direto da China, do fabricante. Entrou por R$ 18 cada teste. Se você olhar outros Estados, prefeituras pagaram de R$ 50 a R$ 180. Será que eles fizeram algo de errado? Será que eles tiveram outras alternativas? Os preços ficaram malucos, por isso estamos pesquisando, cotando, procurando o melhor preço”, finalizou.

Outro lado

O chefe do Ministério Público de Mato Grosso, José Antônio Borges, classificou a declaração do governador como “infeliz”, e que as Policias são treinadas e capacitadas para agirem com responsabilidade.   “Ele generalizou as tropas das policias. Eles não cometem abusos. Os abusos são fatos isolados e são investigados pelas próprias Policias através de suas corregedorias. Acho que o governador foi infeliz na sua declaração”, disse.

Já em relação ao MP, Borges disse que os promotores e procuradores sempre agem com responsabilidade, e, quando se tem abuso, também são investigados.   “Se tiver abusos tem que será apurado, mas o Ministério Público investiga fatos e denúncias. Não somos oposição e nem partidários. Somos um órgão de controle. E a PM é uma instituição que nos dá segurança. A Polícia Civil investiga. Ninguém sai atirando”, completa.

Gazeta Digital

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