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MP e Polícia de Goiás também investigam empresas que atuam na Saúde de Cuiabá

O Ministério Público Estadual (MP-GO) e a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) investigam um possível favorecimento, e enriquecimento vultuoso, de um grupo médico com atuação massiva na capital do Mato Grosso, Cuiabá, que prestam serviços e possuem empresas em Goiás. Os médicos são investigados por vencer processos licitatórios de forma fraudulenta para locar equipamentos e prestar serviços de diversas áreas da saúde em unidades hospitalares de Goiás. A movimentação financeira dos investigados, que ainda estão sob segredo de justiça, chega a R$ 3 milhões por mês, segundo as autoridades.

Fontes do AgoraGO forneceram, com exclusividade, documentos que revelam a apuração tanto de autoridades policiais quanto do órgão ministerial, iniciada após denúncia anônima. As empresas alvos são: Bone Medicina Especializada Ltda, Curat Serviços Médicos Especializados Ltda, Adop Serviços Médicos Eireli, Ultramed Serviços Médicos Eireli e Medsim Serviços Médicos Eireli. Todas as empresas têm um fator coincidente: o quadro societário. Quando comparados, os sócios são os mesmos e as atuações são parecidas, em unidades de saúde diferentes, mas com contratos quase que idênticos, feitos com as Organizações Sociais (OSs) administradoras dos hospitais goianos.

Ministério Público Estadual e Polícia Civil de Goiás já apuram as suspeitas do grupo investigado e caso pode ser revelado nos próximos dias, em operação

Há uma semana, a reportagem tenta contato com as empresas, mas os telefones e e-mails disponibilizados em contratos disponíveis no Portal da Transparência, ou através dos Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJ), simplesmente não atendem nem dão retorno. A reportagem está aberta a publicar a contrapartida dos estabelecimentos investigados.

Movimentação e atuação do grupo

Os contratos vigentes são vultosos e rentáveis e chegam a mais de R$ 3 milhões por mês; com a garantia de ganhos por um bom tempo. Os médicos “contratados” que prestam serviços são conhecidos ortopedistas em Cuiabá. Quase todos atendem em uma mesma clínica da cidade mato-grossense. “Este é um dos fatores que causou curiosidade e surpresa logo que a denúncia anônima nos chegou e fomos checar”, disse uma fonte do Ministério Público Estadual de Goiás.

As empresas fazem gerenciamento de mão de obra de médicos e outros profissionais da área da saúde, como enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e nutricionistas e outros. A intenção é intermediar essa “mão de obra” em unidades de saúde para que os gestores, através de Organizações Sociais, não tenham de fazer os contratos trabalhistas, mas sim de prestação de serviço num só pacote, em especial as de: ortopedia, anestesiologia, cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial, cirurgia torácica, cirurgia vascular e cirurgia geral, entre outras.

Reportagem conseguiu, com exclusividade, acesso a documentos que revelam fraudes e superfaturamento de serviços sem processo de licitação na Saúde

As mesmas empresas ainda prestam serviços na área de radiologia, com mamografia e outras especialidades médicas afins. Isso rende altos valores para o grupo, principalmente no período de pandemia da covid-19, em que profissionais, para diagnóstico preciso e acompanhamento do quadro rotineiro, precisam solicitar muitos exames por imagem, para ter o quadro real do paciente acometido pelo vírus, por exemplo.

Há de se levar em consideração que alguns contratos dessas empresas para a prestação do serviço de ‘Carretas de Prevenção’, com unidades móveis de prevenção ao câncer de mama e do colo uterino, foram mantidos, mesmo com o atendimento suspenso em função das restrições sociais.

Esta reportagem não é única, pelo vasto material probatório já colhido, mas para que evite atrapalhar as apurações que estão em curso, deve ser atualizada nas próximas publicações.

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