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Mato Grosso quer verticalizar produção de algodão e aumentar competitividade

Com alta produção da pluma, o estado tem potencial de atrair indústrias têxteis

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Foto por: Sedec-MT

A produção de algodão em Mato Grosso foi de 1,8 milhão de toneladas na safra 2017/18, o que significa 70% do total produzido no país. O estado está em primeiro lugar no ranking nacional e exporta principalmente para a China e Índia. Tanta matéria prima desperta o interesse de investidores de todo o segmento têxtil brasileiro.

Mato Grosso está em processo de verticalização econômica. A indústria têxtil e de confecções pode ser uma das apostas para este processo, pois usa o algodão como matéria prima para a sua cadeia produtiva.

“O Estado tem interesse em incentivar a industrialização e pode criar condições para a verticalização de cadeias produtivas.”, disse o vice-governador, Otaviano Pivetta.

“A integração do agronegócio e da indústria têxtil será fundamental para aumentar a competitividade da cadeia produtiva brasileira de têxteis e vestuário e garantir seu sucesso frente aos desafios globais”, disse o presidente da Cedro Têxtil,  Marco Antônio Branquinho Junior, que participou de uma reunião à convite da vice-governadoria do Estado nesta sexta-feira (13.09), com o objetivo de apresentar um panorama da indústria têxtil brasileira com seus principais desafios e oportunidades.

“O Brasil tem um dos maiores mercados consumidores do mundo e mais de 90% da produção têxtil nacional é consumida no próprio país. Temos cerca de 27 mil industrias entre fiações, tecelagens, malharias e confecções. A grande concentração da mão-de-obra está nas confecções, que em média, tem em torno de 50 empregados”, explicou o executivo que está na presidência da empresa desde 2014.

A Cedro Têxtil produz anualmente cerca de 75 milhões de metros de tecidos e consome aproximadamente 30 mil toneladas de algodão por ano. A ideia é que se potencialize a industrialização na Baixada Cuiabana. Para o secretário César Miranda, Mato Grosso está em processo de verticalização econômica e há espaço para investidores apostarem na região.

“Está na hora de aproximarmos os elos das várias cadeias produtivas em que podemos atuar. Junto com a industrialização vem a qualificação de mão de obra e melhorias indiretas para o município e região onde são instaladas as indústrias”, afirmou. O secretário adjunto de Investimentos e Agronegócio, Walter Valverde, também participou da reunião.

Sedec-MT

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