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Idoso recebe doses diferentes de vacinas contra a Covid-19

Um idoso de 93 anos recebeu duas doses de vacinas diferentes contra a Covid-19, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O erro foi percebido pelos próprios profissionais da saúde, que se dirigiram até a casa do homem para comunicar o ocorrido. De acordo com a Secretaria de Saúde da cidade, houve falha humana durante a aplicação do imunizante e o acontecimento trata-se de um caso isolado.

A filha do aposentado João Raimundo de Sousa, contou ao G1 que, no dia 3 de março, levou o pai à Unidade de Saúde de Saúde Básica (UBS) do Jardim Indaiá para receber a segunda dose da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan.

“Meu pai tomou a primeira dose da vacina no dia 10 de fevereiro, fiquei toda feliz e marcaram para ele retornar no dia 3 de março. Na carteirinha estava marcando o lote e que ele tinha tomado a do Butantan, que é a CoronaVac”, explica Fatima Regina de Sousa Miguel.

Segundo Fatima, no dia de tomar a segunda dose, ela deixou o pai dentro do carro e foi pedir para que uma profissional aplicasse a vacina no idoso. “Falei para as duas enfermeiras que me atenderam que ele tinha ido tomar a segunda dose do Butantan, ela preencheu uns papéis, pegou o cartão de vacinação e entrou na enfermaria para pegar a vacina. Nessa sala, eu informei uma terceira enfermeira de que ele iria tomar a segunda dose da CoronaVac”.

A filha relata que os dois foram embora felizes, acreditando que o pai teria recebido a vacina correta, mas horas depois, as profissionais estavam em sua casa comunicar que haviam aplicado a vacina de Oxford/AstraZeneca.

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“Veio a enfermeira que tinha aplicado, a chefe da enfermeira e uma terceira pessoa na minha porta. Eu fiquei assustada, perguntei o que tinha acontecido e elas disseram que o meu pai tinha tomado a dose da vacina que não era do Butantan. Eu gelei, pensei que ia dar uma reação. Ele não teve nada, está bem”.

No dia do ocorrido, Fatima foi informada de que o pai ficaria em acompanhamento para verificar se ele teria reações, mas mesmo assim, o idoso precisaria tomar a segunda dose da vacina de Oxford, que foi marcada para o dia 26 de maio, conforme está descrito no comprovante de vacinação.

“Como eu vou falar para o meu pai que ele ficou todo esse tempo esperando a vacina, tomou a segunda dose achando que ia ficar imune e, agora, vai ter que esperar mais dois meses preso dentro de casa?”, questiona.

Doses de vacinas diferentes

Segundo o médico infectologista Evaldo Stanislau, não existem muitos estudos sobre o assunto, mas é provável que não ocorra nenhum evento adverso. “De uma forma ou outra, a imunidade virá. Considerando o prazo entre doses maior da vacina de Oxford/AstraZeneca, eu recomendaria fazer uma segunda dose três meses após a “primeira” – que foi a segunda – dose”, explica.

O especialista também informou que é importante ter atenção nessas situações, mas que futuramente, isso pode mudar. “No futuro, quando muitas marcas estiverem disponíveis é possível que a cada ciclo vacinal (digamos a cada ano), seja feita a vacina que esteja disponível. A resultante é sempre a mesma: proteção contra formas graves e mortes, e redução das novas infecções”, comenta.

Secretaria de Saúde

Procurada pelo G1, a Prefeitura de Bertioga, por meio da Secretaria de Saúde informou que tomou ciência do ocorrido e que se trata de um caso isolado. Segundo a pasta, houve uma falha humana durante a aplicação do imunizante no idoso, que recebeu doses diferentes de vacinas contra a Covid-19 e agora deverá receber a segunda dose da CoronaVac, pois é o que recomenda o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE).

Capital Noticia

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