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Gasolina ficará ainda mais cara nos próximos dias, de acordo com o Sindipetróleo

Handle fuel nozzle to refuel. Vehicle fueling facility.

O diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares, disse que as notícias relacionadas ao preço do combustível para os mato-grossenses ‘não são boas’. “Infelizmente, o preço da gasolina vai aumentar de novo, e isso se deve a retomada da economia com a vacinação, que resulta numa demanda maior por combustível e a consequente pressão em seu preço final”, informou Soares.

Contudo, Soares não precisou exatamente quando este novo aumento chegará às bombas dos postos de combustível.

O diretor-executivo explica que o repasse dos reajustes da Petrobras aos consumidores finais nos postos não é garantido de imediato e depende de uma série de questões, como impostos e margens de distribuição e revenda.

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Além disso, é necessário levar em conta a mistura de biocombustíveis. Quando comercializados nos postos, a gasolina contém 27% de etanol anidro e o diesel recebe 10% de biodiesel (em setembro será 12%).

Na gasolina, por exemplo, até este produto chegar ao consumidor acrescentam-se tributos federais e estaduais (em torno de 39%), custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro (15,7%), além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores (12,2%).

De acordo com a Petrobras, até chegar ao consumidor, ao preço dos combustíveis são acrescidos tributos federais e estaduais; custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro; além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP) “assim, os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo”, explica a empresa citando que o preço praticado pela Petrobras “corresponde a cerca de um terço do preço nas bombas”.

A gasolina, ao lado da energia elétrica, é um dos vilões da inflação neste ano. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,96% em julho, acumulado altas de 4,76%, no ano, e de 8,99% em 12 meses até o mês passado.

Os dados do IBGE mostram que a gasolina subiu muito mais do que a inflação oficial e teve um impacto de 0,09 ponto percentual no IPCA de julho. O combustível teve alta de 1,55% no mês passado, acumulado elevação de 27,51%, no ano, e de 39,65%, em 12 meses. Essa alta dos preços da gasolina nas bombas para o consumidor é menor do que o reajuste da gasolina nas refinarias, de 51% no acumulado do ano.

MT Noticia

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