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Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento das Hepatites Virais

"50 mil pessoas por ano devem receber tratamento contra a hepatite C no Brasil"

O Governo Federal realizou neste ano a maior compra já realizada no Brasil para o tratamento da hepatite c, com um dos menores preços do mundo.

Menor de idade apontado como chefe do tráfico é apreendido pela PMNas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado no dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença. Desde janeiro deste ano, foram enviados para todos os estados 24 mil tratamentos completos para hepatite c. A expectativa é que cerca de 50 mil pessoas com infecção pelo vírus C sejam tratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda neste ano.

Atualmente, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da Hepatite e ainda não sabem, já que se trata de uma doença silenciosa que geralmente não apresenta sintomas até que atinja maior gravidade.

Nesta segunda-feira (22), o Ministério da Saúde divulgou o novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais como parte da estratégia de prevenção das atividades do Julho Amarelo, que visa prevenir as hepatites A, B, C, D e D, que fazem parte da vigilânca em saúde.

ACESSE AQUI O BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DE HEPATITES VIRAIS

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 É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testagem e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A. Assim, conseguiremos tratar ainda mais pessoas e eliminar a sombra da hepatite do Brasil”, reforçou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Em outubro de 2017, o Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios pactuaram o plano de eliminação da hepatite C até 2030. Anualmente, o Ministério da Saúde envia aos estados cerca de nove milhões de testes rápidos para o diagnóstico desta condição.

O Governo Federal realizou neste ano a maior compra já realizada no Brasil para o tratamento da hepatite c, com um dos menores preços do mundo. Em 2019, o Ministério da Saúde já adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros sete mil tratamentos estão em processo de aquisição. A medida é mais uma ação em prol da eliminação da hepatite C no Brasil até 2030.

Desta forma, todos as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, independente do dano no fígado. Essa ação coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a hepatite C.

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DE HEPATITES VIRAIS 2019

Na última década, houve redução de 7% no número de casos de notificados da doença no país. Em 2018, foram registrados 42.383 casos de hepatites virais no Brasil. Em 2008, o número foi de 45.410 casos. Os dados são do novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019. O levantamento também apontou queda de 9% no número de óbitos, saindo de 2.362 em 2007 para 2.156 em 2017.  Entre as hepatites, o tipo C da doença é a mais prevalente e também a mais letal, com 26.167 casos notificados em 2018.

Em 2018, foram notificados 2.149 casos de hepatite A no Brasil, o que equivale a uma taxa de detecção de 1 caso por 100 mil habitantes. A transmissão mais comum da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento é sintomático e geralmente evolui para cura. Além disso, o SUS oferta a vacina contra a hepatite A para menores de cinco anos e grupos de risco.

Já com relação à hepatite B, foram registrados no ano passado, 13.992 casos, o que representa 7 casos por 100 mil habitantes. A hepatite B pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e de mãe para filho (transmissão vertical). O Ministério da Saúde oferta a vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. O tratamento da doença evita complicações, como cirrose e câncer.

Em 2018, foram notificados 26.167 casos de hepatite C no Brasil, com taxa de detecção de 13 casos por 100 mil habitantes. A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes. O maior número de pessoas com Hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas. O tratamento da doença é ofertado gratuitamente no SUS e cura mais de 95% dos casos.

No Brasil, em 2018 foram registrados 145 casos da hepatite D no país. A infecção ocorre quando o paciente já contraiu o vírus tipo B. Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que as hepatites virais causam anualmente 1,7 milhão de mortes, no mundo. Em 2017, foram registrados no Brasil 2.184 óbitos provocados por hepatites virais, sendo 1.720 mortes relacionadas à hepatite C. Em decorrência da hepatite A foram notificados 22 óbitos, por hepatite B foram 414 mortes e 28 óbitos em decorrência da hepatite D.

TRATAMENTO

Nos últimos três anos, foram disponibilizados pelo SUS mais 100 mil tratamentos para hepatite C. Neste ano, já foram entregues cerca 24 mil tratamentos para a doença. Até o início de agosto, serão entregues outros 5 mil tratamentos. O Ministério da Saúde buscou estratégias inovadoras para assegurar a oferta de tratamento à população, incorporando novas tecnologias, como: sofosbuvir/ledipasvir, elbasvir/grazoprevir, sofosbuvir/velpatasvir e glecaprevir/pibrentasvir. A oferta foi possível a partir de um novo formato de aquisição que possibilitou economia de quase R$ 1 bilhão passando de $ 10.772,16 para $ 1.232,81 por tratamento.

TESTAGEM

Uma das frentes para o combate às hepatites é o diagnóstico oportuno por meio de testes rápidos no SUS. Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. Para 2019, com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento, a expectativa é que esse número seja superado.

Com Agência Saúde

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