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Ator Paulo Gustavo morre aos 42 anos vítima da Covid-19

O ator, humorista e diretor Paulo Gustavo morreu na noite desta terça-feira (4) em decorrência de complicações da Covid-19. Ele tinha 42 anos e deixa dois filhos de 1 ano de idade, Romeu e Gael, e o marido, o médico Thales Bretas, com quem se casou em dezembro de 2015.

Internado desde 13 de março, ele realizou tratamento em um hospital privado em Copacabana, no Rio de Janeiro.  Pouco depois, em 21 de março, Paulo Gustavo teve de ser intubado devido às dificuldades respiratórias causadas pelo novo coronavírus.

Após alguns dias de evolução favorável, Paulo Gustavo voltou a piorar no início de abril, necessitando de um tratamento conhecido como Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO, na sigla em inglês), que buscava auxiliar a função pulmonar.

Carreira
Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros, que adotou apenas Paulo Gustavo para a carreira artística, nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1978. Em 2004, aos 26 anos, começou a ganhar visibilidade ao participar do elenco da peça “Surto”, onde interpretou pela primeira vez a personagem Dona Hermínia — que se tornaria um marco na carreira.

Dois anos depois, veio a estreia nos palcos de “Minha Mãe É Uma Peça”, sucesso estrondoso no teatro que ganhou uma adaptação cinematográfica em 2013. A trama protagonizada por Dona Hermínia, mãe exagerada de dois filhos, é uma criação de Gustavo inspirada em sua própria mãe, Déa Lúcia.

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A obra autoral, a primeira de uma série de parcerias do ator com a diretora Susana Garcia, foi o filme brasileiro mais assistido nos cinemas do Brasil em seu ano de lançamento e tornou Paulo Gustavo um dos rostos mais conhecidos do humor e um dos nomes mais rentáveis do cinema brasileiro.

O filme ganhou duas sequências, “Minha Mãe É Uma Peça 2”, o terceiro mais assistido nos cinemas em 2016 no Brasil, e “Minha Mãe É Uma Peça 3”, lançado em 2019. O terceiro filme da série levou mais de 11 milhões de pessoas ao cinema e arrecadou mais de R$ 180 milhões.

No último longa, Paulo Gustavo fez o seu filme mais autobiográfico, levando o personagem Juliano (Rodrigo Pandolfo) ao altar com o namorado. Os três filmes combinaram histórias com forte apego às narrativas e aos dilemas das famílias com o humor, alternando momentos de piadas e de apelos emocionais.

CNN Brasil

 

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