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Advogado de Cuiabá é preso em operação da PF que investiga fraude bilionária na Saúde

A Polícia Federal prendeu o advogado Leandro Alves Martins Jacarandá na manhã desta quarta-feira (18), em meio à Operação Reditus, segunda fase da Operação SOS, investiga desvio de recursos públicos destinados à Saúde por meio da contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos no Pará.

Segundo a investigação, Leandro seria sócio de uma das empresas envolvidas no esquema. Apesar de a prisão não ter envolvimento com a atuação jurídica de Leandro, a Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT) está acompanhando o desenrolar da operação, por meio do Tribunal de Prerrogativas.

A  casa do advogado, localizada no condomínio San Marino, na saída para Chapada dos Guimarães, foi alvo de mandados de busca e apreensão ainda nas primeiras horas da manhã. Leandro deve prestar esclarecimentos à Polícia Federal ainda nesta quarta.

Operação Reditus 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (18) a Operação Reditus, segunda fase da Operação SOS, para combater o desvio de recursos públicos na área da Saúde por meio da contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos no estado do Pará. O objetivo principal desta fase é esclarecer fatos relacionados aos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais apontados no decorrer das apurações.

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Cerca de 400 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União, cumprem 95 mandados de busca e apreensão, 54 mandados de prisão temporária e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal, nos estados do Pará, São Paulo, Goiás, Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.

Os contratos investigados ultrapassam R$ 1,2 bilhão e envolvem quatro organizações sociais, cinco hospitais regionais e quatro hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com as investigações, o governo estadual efetuava repasses de verba às Organizações Sociais contratadas e estas subcontratavam outras empresas para prestarem serviços nas unidades de saúde geridas pelo grupo criminoso, prática conhecida como “quarteirização”.

Depois disso, os serviços subcontratados eram superfaturados ou nem sequer eram prestados, permitindo que a verba que deveria ser destinada à aquisição de bens ou serviços retornasse para os integrantes da organização criminosa por meio de um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de busca e apreensão e prisão, foi determinada a suspensão das atividades de duas empresas utilizadas para lavagem de capitais, o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes ao principal operador financeiro do esquema, avaliados em mais de R$ 150 milhões, bem como o bloqueio de valores presentes nas contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas investigadas que, somados podem alcançar mais de R$ 800 milhões.

Jornal Estadão MT

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