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Surto de hanseníase se alastra no Centro de Detenção Provisória

O município de Juína vive situação de alerta diante dos novos casos de hanseníase. Só no ano passado 69 pessoas foram diagnosticadas, e até julho deste ano, 154. O quadro endêmico é ainda mais preocupante na população carcerária, que de um total de 40 presos atendidos no mês passado pela equipe multidisciplinar de saúde, 21 apresentaram a doença. As carências estruturais, superlotação e a ausência de prestação de serviços médicos na unidade prisional do município levaram o Ministério Público Estadual, por meio das Promotorias de Justiça Cível e Criminal, a reiterar pedido de interdição parcial do Centro de Detenção Provisória.

De acordo com o promotor de Justiça Dannilo Preti, desde maio do ano passado uma ação judicial está em trâmite requerendo melhorias ao local. “O novo pedido de interdição parcial foi protocolado, principalmente, em razão da ausência de médico e enfermeiro no local o que faz com que inviabilize a prevenção e diagnóstico de casos de hanseníase”, explica Preti.

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Ainda segundo o MP, a interdição parcial é necessária para impedir o ingresso de novos presos de outras comarcas na unidade. Atualmente, a população carcerária de Juína é de 226 presos, sendo que 77 são oriundos de outros municípios. Entre os problemas relatados ao Ministério Público, o Centro de Detenção Provisória apresenta deficiência estrutural que reflete na insalubridade do ambiente; superlotação e a ausência de médico e enfermeiro.

A ausência dos profissionais na área da saúde para atuar na unidade prisional ocorre mesmo com candidato aprovado em concurso público. “Se não houver ação hoje, Juína pode ser amanhã, um Carandiru (111 mortos – São Paulo/SP), Urso Branco (27 mortos – Porto Velho/RO) ou, mais recentemente, Anísio Jobim (56 mortos – Manaus/AM) e Alcaçu (26 mortos- Natal/RN)”, alerta o promotor no pedido.

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gazetadigital

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