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Pesquisa mostra que moradores do Centro-Oeste não relacionam diabetes com doenças cardíacas

Reprodução

A dona de casa brasiliense Iolanda Guterres, 62 anos, recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 2 há pouco mãos de seis anos. Cuidadosa, mudou a dieta, intensificou a prática de exercícios físicos e não falhou com a medicação. Ainda assim, seu corpo lhe preparou mais uma surpresa.

“No check-up que eu fiz esse ano, o médico disse que eu estava com angina. Eu nem sabia o que era, mas ele explicou que é uma doença comum entre quem tem diabetes”, comenta.

Iolanda não é a única a desconhecer  a relação entre o diabetes e problemas cardiovasculares. Pesquisa do Datafolha, intitulada “Conhecimentos sobre o diabetes”, aponta que nenhum dos entrevistados da população brasileira nas regiões Norte e Centro-Oeste faz essa associação.

Desinformação é um risco

A pesquisa foi encomendada pelo Movimento Para Sobreviver, que visa trazer o alerta do risco cardiovascular no diabetes, principalmente em idosos. Os entrevistados relacionam o diabetes à doença crônica (9%), morte (8%), cegueira ou problema de visão (5%), amputação (2%) e dificuldade de cicatrização (2%). Doenças cardíacas não foram citadas.

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Fadlo Fraige Filho, endocrinologista e presidente da Anad, alerta para o risco trazido pela falta de informação. Segundo ele. Até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares.

“É imprescindível que as pessoas, principalmente quem cuida do idoso com diabetes, entenda a importância de proteger o coração, para dar melhor qualidade de vida e prevenir as doenças cardiovasculares especialmente o infarto do miocárdio”.

Hipertensão

Hermelinda Pedrosa, endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes explica que a doença compromete a absorção de glicose no corpo e, entre as várias consequências dessa alteração no organismo, está o aumento do risco de doença cardiovascular.

“O Brasil está em 4º lugar entre os países com mais altas taxas de diabetes no mundo. Os principais fatores que elevam o risco de ter diabetes tipo 2 são o sobrepeso e obesidade, sedentarismo, envelhecimento e história familiar. O tabagismo e a rápida urbanização também são importantes”, comenta.

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Para Oscar Dutra, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é comum o diabetes estar associado à hipertensão, fator que colabora para o surgimento de problemas cardiovasculares.

“O paciente com diabetes tipo 2 tem alta propensão de doença coronária (angina), infarto do miocárdio, AVC e insuficiência cardíaca”, esclarece.

O movimento

Pensando em qualificar o tratamento do coração do idoso, sociedades médicas, associações de pacientes e laboratórios se uniram para criar o Movimento Para Sobreviver. Fazem parte da entidade ONGs como a Associação Diabetes Brasil (ADJ), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Instituto Lado a Lado Pela Vida, Rede Brasil AVC, as sociedades médicas Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e as farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly do Brasil.

destakjornal

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